Saiba mais sobre o ‘boom’ do Mercado Imobiliário

Depois do primeiro ano de pandemia, o Mercado Imobiliário alcançou um resultado nunca esperado. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe), as vendas de imóveis cresceram 26,1% no ano passado. Foram 119.911 unidades comercializadas, o melhor resultado desde 2014, quando o setor estava em fase de expansão.

Além disso, a Abrainc realizou uma pesquisa com empresários do ramo, que projetam uma alta de 38% na comercialização de imóveis em 2021. De acordo com o Presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, alguns tópicos devem ser analisados ao refletir sobre o futuro do Mercado Imobiliário. Saiba mais abaixo!

Inflação da construção civil
Francisco de Oliveira Lima Filho

Taxa de juros

Segundo Lima Filho, ao abaixar de forma drástica a taxa de juros básica (em que a Selic fechou em 2%), o Banco Central acaba movimentando a economia, chamada de expansão monetária, já que o governo não possuía caixa para realizar grandes investimentos, com orçamento estrangulado e em déficit. “Porém, vale lembrar que a alta da inflação fez com que o Banco Central realizasse um aumento nos juros, o que deve influenciar os próximos meses”, explica o Presidente da Habicamp.

Ciclos

Lima Filho ainda lembra que o Mercado Imobiliário funciona em ciclos. “Então, além dos juros baixos por conta da Selic, o ano passado foi marcado por um comportamento do consumidor, que durante o home office, sentiu a necessidade de investir em casas e no conforto da família. Isso é cíclico! Não existe esse interesse por muito tempo depois de curada a dor do cliente. Já que casas são bens duráveis e assim por diante. Porém, vale lembrar que o começo dessa transição de qualidade de vida começou no ano passado, estamos ainda no começo. Apenas esperamos que a Selic à 2,75% não mude esse cenário. Além do mais, o cenário ainda continua de otimismo para o setor”, finaliza.

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