construção civil

Vendas de materiais crescerão até 2% em 2018

A expectativa de alta de 3% a 4% das vendas da indústria de materiais de construção para o varejo e de estabilidade da comercialização para as incorporadoras farão com que o faturamento do setor tenha crescimento real de 1% a 2% neste ano, conforme a primeira projeção oficial feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A estimativa foi informada ao Valor pelo presidente da Abramat, Walter Cover.

No ano passado, o faturamento do setor caiu 4%, para R$ 162 bilhões, nível próximo ao de 2007, se descontada a inflação. A Abramat trabalhava com a estimativa de 5% de retração em 2017, mas alterou seus números após revisão de dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo Cover.

Em 2017, as vendas para o canal construtoras – que inclui edificações e infraestrutura – tiveram queda de 15%, enquanto as direcionadas ao varejo aumentaram 5%. Cada segmento costuma responder por metade do total, mas o varejo abocanhou 57%, parcela que pode ser reduzida para 54% em 2018. A demanda por materiais nas revendas cresceu, de acordo com o presidente da Abramat, como consequência da liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da decisão por parcela de quem deixou de comprar um imóvel pela realização de reformas nas residências.

No varejo de materiais de construção, houve alta de 6%, no ano passado, de acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), para R$ 114,5 bilhões. A entidade estima crescimento de 8,5% nas vendas dos varejistas neste ano, como reflexo das quedas de juros e da inflação e da melhora do emprego.

Na indústria de materiais, se confirmada a expansão projetada para 2018, haverá interrupção de três anos consecutivos de queda do faturamento do setor.

A Abramat esperava, no fim de novembro, que o faturamento dos fabricantes de materiais ficaria estável ou teria crescimento real de até 2% em 2018. “Estamos um pouco mais confiantes”, afirma Cover, citando a redução do desemprego, o crédito “um pouco mais acessível” e a perspectiva de avanço das parcerias público-privadas (PPPs). “Há sinais do governo de incremento do Minha Casa, Minha Vida, mas isso também tinha sido falado no início de 2017 e não aconteceu”, pondera o dirigente da Abramat.

Segundo Cover, é esperado mais equilíbrio no desempenho das vendas de itens de base e de acabamento neste ano. Em 2017, a queda das vendas de materiais de acabamento foi de 3,5%, abaixo da redução de 4,4% da comercialização de produtos de base. Cimento e vergalhão foram os itens que puxaram a queda do faturamento do setor em 2017, de acordo com o mercado. O desempenho dos materiais de acabamento melhor do que o dos itens de base reflete a demanda dos produtos para reformas.

A fabricante de duchas, chuveiros elétricos, metais sanitários e purificadores de água Lorenzetti projeta expansão, em 2018, de 10% em relação ao faturamento de R$ 1,28 bilhão do ano passado. Em 2017, as vendas da Lorenzetti cresceram 8%, patamar inferior à estimativa de dois dígitos baixos. Houve menos encomendas por parte das construtoras do que a empresa projetava, e as temperaturas médias foram superiores às dos anos anteriores, o que prejudica a venda de chuveiros.

Segundo o vice-presidente executivo da Lorenzetti, Eduardo Coli, a demanda das construtoras tende a aumentar, mas as vendas para o varejo continuarão a liderar os pedidos. O executivo pondera que desempenho, neste ano, pode ser afetado pelos rumos da política e pela Copa do Mundo. Ainda assim, Coli diz estar otimista devido às projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e às novas linhas de produtos que serão lançadas.

Estão previstos investimentos de R$ 120 milhões pela Lorenzetti, em 2018, em nova unidade, incluindo desembolso com terreno e compra de máquinas e equipamentos, além de aumento da capacidade nas demais fábricas. “Estamos no limite de nossa capacidade, sem conseguir acompanhar a demanda”, afirma o vice-presidente. Aquisições de empresas estão no radar da Lorenzetti.

A Mexichem Brasil estima elevar as vendas de tubos e conexões de PVC da Amanco em um dígito neste ano, segundo o presidente, Maurício Harger, com crescimento na comercialização para o varejo e estabilidade na direcionada às construtoras. “O ano tende a ser mais estável para o setor”, diz Harger. Entre os fatores favoráveis ao aumento da demanda estão inflação e juros em queda e o programa governamental “Saneamento para todos”, de acordo com Harger. Em 2017, o volume dos produtos Amanco comercializado ficou estável, com alta das vendas para o varejo e redução para as construtoras. (Valor Econômico)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Precisa de ajuda?
hacklink satın al holiganbet setrabet betnano casibom casibom holiganbet casibom marsbahis casibom güncel giriş casibom giriş casibom casinomilyon setrabet queenbet mavibet hiltonbet casibom giriş