Cohab abre cadastro de mutuários a construtoras para reduzir deficit habitacional

Sem conseguir entregar imóveis para os seus cadastrados, a Cohab fez
parceria com a iniciativa privada para ser uma espécie de ponte entre o
mutuário e as construtoras. Pelo contrato, a autarquia fornece os dados dos
mutuários na fila por uma casa própria para as construtoras e ainda recebe
1,5% por contrato fechado. Os imóveis atendem a demanda de moradia social.

A saída tem surtido efeito, já que dos 17.213 cadastros atualizados, apenas
60 (0,35%) não autorizaram a entrega dos dados pessoais para as
construtoras. O atendimento mensal que era de 370 por mês passou para 1,7 mil pessoas. Dos 1,7 mil, 80% (1.360) são pessoas já cadastradas e 20% (340) são novos clientes à procura de uma casa própria.

Segundo o gerente comercial, Eduardo Nasser, a busca pelos mutuários têm
sido feita por meio de cartas, redes sociais e até o boca a boca entre os
cadastrados. “Não queremos fazer o cadastro para inglês ver e apresentamos as parcerias com as construtoras”, explicou Nasser.

Segundo ele, os imóveis ofertados pelas duas parcerias da Cohab –
construtoras HM e Novo Tempo – são do Minha Casa, Minha Vida. São ofertados imóveis das faixas 1,5 e 2. Ele explicou que um imóvel dentro da faixa 1,5 requer uma renda que vai de R$ 1,2 mil a R$ 2,6 mil por mês. “A pessoa vem aqui e diz que ganha R$ 1 mil, mas na conversa ela diz que tem uma filha que ganha R$ 1,5 mil como manicure. Com isso, tem a renda para financiar esse imóvel. Nós então falamos sobre o que o mercado tem a oferecer e a nossa parceria”, disse Nasser. O subsídio do Minha Casa, Minha Vida para o imóvel desta faixa é de R$ 42,2 mil. O teto de venda do imóvel é de R$ 133 mil.

Segundo ele, na entrevista de atualização ou novo cadastro são apresentados os imóveis com cunho social financiados pela Caixa e feito por construtoras. Além disso, é feita uma educação financeira em que é explicado como é feita a composição de renda (o programa Minha Casa, Minha Vida permite a renda composta de até 6 CPFs), nome limpo no mercado e informação verdadeira da renda. “Ele é informado que quem libera o financiamento é a Caixa Econômica e tem de comprovar tudo. “, disse Nasser

Outro benefício é que uma lei municipal isenta do pagamento do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Inter-Vivos) todo mutuário, com renda de até 6 salários mínimos, cadastrado na Cohab.

“A nossa intenção é oferecer moradia. O governo federal mudou
a política habitacional, não tem previsão para aqueles sorteios aos quais as
pessoas estavam acostumadas, mas nós estamos buscando alternativas que
contemplem e que se enquadrem no orçamento dos nossos cadastrados. Essas parcerias vão provocar a redução do déficit”, disse Nasser.

Hoje o déficit é de 41 mil moradias. (Blog da Rose)

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