Emdec deve estender BRT até o Aeroporto de Viracopos

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) deve priorizar o BRT (Bus Rapid Transit) na futura obra de ligação da região central até o Aeroporto Internacional de Viracopos. O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, informou que negocia com o governo federal uma verba para fazer mais um estudo de viabilidade da construção da linha do BRT até o terminal.

Outro estudo já havia sido contratado no ano passado, por R$ 1,2 milhão,
para verificar a viabilidade de uma ligação por VLT (Veículo Leve sobre
Trilhos) até o aeroporto. Segundo Barreiro, ficou constatado que a obra do
VLT até Viracopos custaria em torno de R$ 1,5 bilhão, um valor elevado para os cofres da Prefeitura de Campinas.

“A gente acredita que o BRT seria uma opção mais rápida para implementar, e mais barata. Com o BRT faríamos uma outra rota, uma rota complementar, ligada aos nosso corredores atuais”, disse. Barreiro explicou que os detalhes do estudo concluído do VLT serão apresentados em breve.
De acordo com o secretário, o novo estudo seria mais barato, cerca de R$ 400mil, porque focaria em um trecho menor e ficaria pronto em seis meses. Após a nova análise, a Prefeitura poderia estimar o valor total da obra que, de acordo com o secretário, seria um “apêndice” dos corredores do BRT que estão em construção hoje.
A informação foi dada nesta quinta (14), durante uma visita guiada da
imprensa às obras do BRT, nas regiões do Campo Grande e Ouro Verde.

A construção dos três corredores do BRT, que vai ligar os distritos do Campo
Grande e Ouro Verde à região Central, está 20% concluída, segundo a Emdec. O trecho mais adiantado é o do Corredor Perimetral, 44% feito. Todo o projeto tem orçamento de R$ 452,5 milhões.
Barreiro afirmou que os corredores irão diminuir de 20% a 25% o tempo de
viagem dos moradores das regiões. Porém, enquanto não é finalizada, a
construção tem testado a paciência dos habitantes. Isso porque os trabalhos,
divididos em quatro lotes, são executados ao mesmo tempo por empresas
diferentes. Ou seja: há canteiros de obras em vários pontos, atrapalhando o
trânsito em diversos locais simultaneamente.
Segundo o secretário, a Emdec optou por fazer os corredores ao mesmo tempo para as vias serem concluídas em dois anos e meio, e não em cinco. “Se nós fizéssemos a obra de forma sequencial, cada corredor duraria de dois a dois anos e meio. Levaria cinco anos. E nós vamos fazer em três, tudo. Por isso decidimos fazer de maneira simultânea. Nosso trabalho no momento é para minimizar os transtornos, criando rotas alternativas, priorizando o transporte público em alguns trechos.”

DESAPROPRIAÇÕES
Para finalizar as obras, a Emdec precisa fazer ainda a desapropriação de 80
mil metros de imóveis no entorno dos dois corredores do BRT. Segundo
Barreiro, há R$ 30 milhões reservados dos cofres da Prefeitura para fazer a
compensação e 20% da área é ocupada por moradores. “As negociações estão adiantadas. Se eventualmente um ou outro morador não aceitar a negociação que oferecemos, a forma é judicial. Mas temos esperança de fazer tudo dentro do cronograma do projeto.” (A Cidade On)

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