Indústria da Construção discutirá livre iniciativa e segurança jurídica com novo governo

Abertura de diálogo com novo governo e apresentação de propostas efetivas para uma geração de empregos e desenvolvimento no Brasil. Esses foram os pontos principais da reunião mensal do Conselho da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a presença do deputado Onyx Lorenzoni, anunciado como futuro ministro da Casa Civil no governo do presidente da República eleito Jair Bolsonaro. O encontro realizado ontem (31), em Brasília.
Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, as questões que o deputado Lorenzoni expressou, como foco para o novo governo, são muito convergentes com aquilo que a indústria da construção acredita. “Livre iniciativa, liberdade para empreender e segurança jurídica. Essas coisas são imprescindíveis para nós”, afirmou Martins, que apresentou ao convidado um documento mostrando como o futuro governo pode gerar 1 milhão de empregos no primeiro ano de governo.

As propostas deverão ser debatidos em profundidade com a equipe de Onyx Lorenzoni. “Para setores da economia como esse, que são fundamentais pela extensa cadeia que têm e pelo volume de brasileiros que empregam, serão recebidos toda hora, sem marcação de tempo”, afirmou, prometendo desburocratização, redução do estado, segurança jurídica e transparência. ˜Esse vai ser um governo de permanente interlocução com quem produz no Brasil”, disse o futuro ministro e deputado reeleito pelo Rio Grande do Sul.

A CBIC apresentou um conjunto de ações imediatas, incluindo a retomada de obras paradas, a ampliação de crédito imobiliário e a criação de concessões municipais para alavancar o setor da construção civil. “Defendemos a geração de emprego e uma melhor performance na prestação de serviços à população. Em momento algum pedimos dinheiro ou isenção. O que pedimos é condição de fazer investimento, pois todo empreendimento tem um risco. Quando você minimiza esse risco a possibilidade de empreendimento é melhor”, explicou o presidente da CBIC.

Durante o encontro, Lorenzoni também lembrou uma frase que o presidente eleito Bolsonaro usou na campanha: “O governo tem que dar um passo para trás para a população poder dar quatro passos à frente”. Para José Carlos, a máxima reflete uma expectativa de liberdade das pessoas não dependerem do estado e de criação de melhores condições para a população se desenvolver. “O melhor programa social é a carteira assinada. As pessoas não querem ser dependentes, querem contribuir. Quando falamos em concessões, por exemplo, quer dizer que se uma rodovia ou um hospital sob concessão tem um contrato de performance, a remuneração daquela empresa contratada pode ficar vinculada à qualidade do serviço. Com isso a sociedade passa a ser fiscal”, ilustrou Martins.

A reunião contou com cerca de 80 empresários e dirigentes do Instituto Aço Brasil e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (SINICON); da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos (ABIMAQ); Associação Brasileira da Indústria Téxtil e de Confecção (ABIT); Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM); Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA); Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). (cbic)

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