Nova geração traz demandas diferentes ao mercado imobiliário

A Geração Z avança para a vida adulta nesta nova década e, dessa forma, as necessidades da população começam a se transformar de acordo com os hábitos e valores dos mais jovens. De acordo com o Vice-presidente da Construção Civil da Habicamp, Welton Nahas Curi, essa transformação já estava acontecendo, porém, a pandemia acelerou muitas delas. “Um exemplo é a geração de jovens sem CNH. Em São Paulo, esse número caiu 30% entre os jovens que buscam tirar carta. Isso significa que estamos tendo uma geração que nunca vai dirigir. Estão acostumados a uma mobilidade urbana coletiva de vários veículos possíveis e não se preocupam mais em ter o carro”, explica.

Além disso, segundo Curi, essa geração também não tem mais a preocupação de ter uma casa própria. “Aonde vou morar? Essa geração já não tem esse foco porque eles acham que tem que estar perto do trabalho. Então, é melhor alugar um imóvel para desempenhar o seu papel e evitar o contrato, já que a vida é muito dinâmica: você muda de cidade, de região muito rápido. São pessoas que não têm a necessidade de ter um imóvel próprio”, diz.

De acordo com o Vice-presidente da Construção Civil da Habicamp, no Brasil, as estatísticas mostram que uma pessoa muda de habitação 1,3 vezes em toda uma vida. “As gerações mais antigas acabam construindo para toda a vida. Já o europeu e o americano mudam 7 vezes em uma vida, eles já não possuem esse apego”, conta.

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