Número de locações de galpões de alto padrão no Brasil atinge a marca histórica de 2 mi de m²

O mercado de condomínios logísticos de alto padrão apresentou o melhor resultado desde 2014 no Brasil. Os dados, medidos pela Colliers International Brasil, mostram que o inventário locado superou a marca histórica de 2 milhões de m², saldo superior ao ano de 2018, quando foi registrado 1,5 milhão de m². Os estados com maiores destaques foram São Paulo, com 1.310 milhão de m²; Rio de Janeiro, com 246 mil m²; e Pernambuco, com 123 mil m². “As principais locações em 2019 foram dos segmentos de varejo, transporte e logística, e-commerce e alimentos”, explica Ricardo Betancourt, presidente da Colliers Brasil.

Outra boa notícia é que a taxa de vacância nos condomínios logísticos de alto padrão segue em queda no país. Se comparado a 2018, que fechou com um índice de 20%, a taxa de vacância caiu três pontos percentuais em 2019, ficando em 17%. A projeção da Colliers para 2019 era que o índice fechasse em 18%, ou seja, a taxa de vacância surpreendeu até mesmo as expectativas da empresa. Nove estados apresentam taxa de vacância abaixo de 15%, são eles: Goiás e Paraíba (ambos com 0%), Santa Catarina e Bahia (ambos com 2%), Ceará (6%), Paraná (7%), Pernambuco (10%), Espírito Santo (11%) e Minas Gerais (12%).

Já a absorção líquida – saldo da diferença entre as áreas locadas e áreas devolvidas – foi de 1, 1 milhão de m². Os estados com maiores absorções líquidas foram São Paulo, com 748 mil m²; Rio de Janeiro, com 85 mil m²; e Rio Grande do Sul, com 56 mil m². Os dados revelam ainda que todos os estados registraram absorção líquida positiva em 2019.

Mesmo com a entrada de novos condomínios logísticos no mercado nacional, o preço médio pedido se manteve estável em R﹩ 19/m² em 2019. Os valores mais altos foram encontrados no Distrito Federal (R﹩ 26/m²), Santa Catarina (R﹩ 23/m²), Pará, Amazonas e Rio de Janeiro (R﹩ 21/m² em ambos estados).

Novo inventário. Em 2019, o novo inventário entregue foi de 859 mil m² e representa o dobro do que foi entregue em 2018. O estado de São Paulo recebeu mais de 50% do novo inventário.

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